Secretário ressalta julgamento do caso Mãe Bernadete: ‘marco histórico’
A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) acompanhou, nesta segunda-feira (13), o primeiro dia do julgamento dos acusados pelo assassinato da líder quilombola e Ialorixá Marla Bernadete Pacífico Moreira, também conhecida como Mãe Bernadete.
O secretário da pasta, Felipe Freitas, defendeu o monitoramento rigoroso do caso e ressaltou a luta pelo enfrentamento à violência no estado, além de destacar que o júri é um marco para a democracia baiana.
“É uma maneira de reafirmar nossa confiança na justiça, reafirmar a nossa expectativa de que hoje a sociedade baiana possa ter uma resposta concreta sobre os responsáveis por essa morte e possa aplicar a essas pessoas a responsabilização devida sobre o crime que cometeram, mas é sobretudo reafirmar a nossa posição de repúdio a crimes como esse, a práticas que violam direitos de defensores de direitos humanos que são patrimônio da democracia”, declarou o secretário.
O titular da SJDH pontuou ainda que o Judiciário tem, neste momento, a oportunidade de afirmar publicamente sua posição no combate à impunidade.
“Na democracia nós não podemos admitir que as pessoas sejam ameaçadas ou vítimas de qualquer forma de violência por conta de defenderem as suas posições na sociedade”, completou.
Júri popular
O julgamento de dois dos seis acusados pelo crime, ocorrido em agosto de 2023, começou na manhã desta segunda-feira. Na ocasião, são ouvidos os suspeitos, Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, bem como testemunhas, advogados e promotores do caso.
O assassinato de Mãe Bernadete ocorreu em agosto de 2023, na cidade de Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador (RMS). Na ocasião, dois homens entraram no imóvel em que a Ialorixá estava e efetuaram 25 disparos contra a mulher.

